domingo, 10 de julho de 2016

VAMOS PORTUGAL


O futebol poder parecer

alienante,

sinal de fraqueza dum povo humilhado,

vergado pelos tempos de crise que passou,

emigrado durante décadas,

nunca satisfeito com as suas gentes,

exigente e condescendente

tímido e titubeante,


 mas a verdade é que ele está aí, o momento por que todos esperávamos.


Podemos não vencer, mas já vencemos.

Podemos falhar, mas os outros também falham.

Podemos mandar bolas ao poste, à barra, à figura do guarda-redes, mas a bola é nossa.

Podemos chorar lágrimas salgadas, mas já o fazemos há tanto tempo, ó mar salgado!!

Podemos ainda carpir amanhã a oportunidade perdida, ou os penaltis falhados.

Podemos censurar o seleccionador pelas escolhas que fez, pelos que não jogaram ou jogaram mal.


mas

O entusiasmo, a fé, a crença, a ilusão, o orgulho, o sonho estão presentes.

Eles cantam

Allons enfants de la Patrie
Le jour de gloire est arrivé
Contre nous de la tyrannie
L'étendard sanglant est levé
L'étendard sanglant est levé...
mas nós cantaremos: 

Heróis do MarNobre povo,Nação valente e imortal...

sábado, 9 de julho de 2016

Down memory lane

A minha Mãe teria feito ontem 98 anos. O dia 8 de Julho era sempre um dia especial com jantares na Outra Banda para onde atravessávamos de ferry. Que saudades das tardes de Julho com o sol a morrer no Tejo.

Em Lisboa, costumava ir à Baixa com a minha Mãe quando era criança e adolescente.

No Restelo, onde vivíamos nesta casa, que agora é a Embaixada da Áustria,  não havia nada na altura. Algés era uma vila. Belém só tinha algumas lojecas, onde comprávamos o essencial e os célebres pasteis, que nos deliciavam ao domingo depois da missa.

foto tirada pelo meu amigo Roland Egil em Abril
O autocarro 43 ia para a Praça da Figueira, que era o centro do bulício e das compras. A paragem ficava junto à Pastelaria Suíça e no chão, à entrada, havia jornais da tarde para quem quisesse comprar e ler no autocarro.


Muitas vezes comprei o Artes e Letras, à vinda da faculdade na longa jornada até casa. O autocarro era de dois andares e eu gostava de me sentar na frente, donde se disfrutava a vista da Praça toda. Fazia aquele ritual muitas vezes, mas não me cansava, pois gostava de viver em Lisboa.

Ir à Baixa significava perder uma tarde inteira, em geral.

A minha Mãe tinha mil e uma coisas para comprar, desde linhas, até tecidos , botões e fechos éclairs na Rua dos Retroseiros, utensílios para casa na Pollux,  prendas para casamentos de amigos na Casa José Alexandre, e algumas preciosidades para os nossos "enxovais" nos Armazéns do Chiado ou Grandella de saudosa memória.

Lanchávamos sempre no Chiado ou no Rossio. Os batidos de iogurte e banana do Expresso ficaram-me na memória. Os de morango da Ferrari eram um luxo. Agora já não me sabem ao mesmo...

Ir com a minha Mãe significava por vezes miminhos a atenção especiais, um par de sapatos novos, um casaco, livros ou objectos escolares. Às vezes um 45 rotações da Valentim de Carvalho, mas era raro.

As nossas roupas eram todas feitas em casa por uma costureira, a Aline, que ia lá duas vezes por semana para provarmos os vestidos e para trabalhar com a minha Mãe, que ia dando dicas para que ficassem ao nosso gosto. A máquina era daquelas antigas, uma Singer, muito pesada, mas excelente. Fazer cinco vestidos iguais era obra, mas tivémos muitos e bonitos para levar nas férias, quando íamos para hoteis ou em viagem. Também usávamos bibes feitos em casa, ainda me lembro duns verdes e doutros cor de rosa...parecíamos meninas de colégio.


Ontem fui à Baixa aqui do Porto.

 Já há muito que não passeava num dos locais de que mais gosto, Santa Catarina. Estive lá pouco tempo, mas foi muito refrescante para variar da praia... :)

Não havia muita gente, alguns turistas e muitos jovens sobretudo no Via Catarina, um shopping adorável ( eu que nem gosto de shoppings), cheio de estilo e cor. Por dentro é cosy, com lojas óptimas como o H&M e o Express, supermercado americano com produtos especiais,  a Body Shop,  a Sportzone e a Worten.
Ontem nem sequer fui à Fnac, nem ao C&A, que ficam mais abaixo, pois já ia carregada. Na Terezinha comprei uma sandálias tipo Scholl por 10 euros que me parecem muito confortáveis...ainda passei pela Body Shop para aproveitar as promoções de um creme que adoro e é feito de moringa.






Vim de metro e senti-me turista na minha cidade. É o meio de transporte ideal, mas infelizmente só vai até à Casa da Música, onde apanhei o 504 para o Campo Alegre com o mesmo bilhete. Em meia hora estava em casa.


É bom viver numa cidade onde há tudo e bem à mão.

Também é bom andar sozinha, sem precisar de ajuda, sentir-me autónoma e saudável. Sou uma sortuda.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

As familias felizes não têm história

Há quem diga que quando se está feliz, não há nada para contar.


Limitamo-nos a absorver a felicidade quase absoluta, sem desejo de comunicar, de compartilhar ou de a expressar em palavras, já que ela



 é tão preciosa e tão rara.

Tolstoi escreveu uma frase que ficou célebre:

As famílias felizes parecem-se todas; as infelizes são infelizes cada uma à sua maneira.

Não sei se a minha felicidade nestes dias foi igual às de tantas outras que vi à minha volta. 
Só sei que já passei muitos dias em Ofir e nunca tive a sensação tão evidente de que tudo estava perfeito.
foto tirada pelo meu neto que viu a flor onde eu nada via se não riscos

Houve alturas em que me preocupei com a minha filha, outras em que o tempo estava mau com vento ou nevoeiro, outras ainda em que fugia aos dramas conjugais ou ao trabalho e à pressão do quotidiano. 

Raras vezes vim completamente aberta a absorver tudo o que se passava à minha volta.


Desta vez, senti que tudo batia certo. O tempo esteve inexcedível, calor, sol sem vento, nuvens altas a colorirem os pores do sol, as crianças felizes à nossa volta e até o futebol veio abrilhantar a estadia e trazer uma nota mais ao que poderia ter sido mais um serão sem história. 

Foram só quatro dias, mas pareceram uma eternidade...no Paraíso.

Ficam aqui algumas fotos. Elas falam por si...














domingo, 3 de julho de 2016

A beleza do mar


Hoje estive quase quatro horas a olhar para o mar.




Tal como o fogo, hipnotiza-me totalmente. Não consigo fazer mais nada. Ouvir música, apenas, e mesmo assim com o fundo das ondas a rebentar nas rochas.

Apanhar o autocarro 204  cinco minutos depois de chegar à paragem e levar 10 minutos a chegar à Foz é um presente divino.

Como não acredito em Deus,  limito-me a agradecer à sorte tudo o que me é dado.

Como dizia o outro :

Esta tarde já ninguém ma tira.
Nem o sol radioso, quente e a brisa prazenteira.
Nem a companhia da minha filha na sua beleza zen.
Nem os rissois e a apple crumble, que só custaram 8 euros.
Nem as cadeiras confortáveis, onde se consegue estar sentado durante horas, sem ouvir gritos, nem berros, nem discussões, nem má criações, nem os lamentos de quem é pobre a mal agradecido.

Poder viver sem carro durante uma vida inteira foi sempre um privilégio. Até me convidaram para ir ao programa da SIC falar sobre isso ( mas recusei). A liberdade tem destas coisas.

Viver no Porto é uma benesse para mim. Quero que as minhas cinzas sejam espalhadas aqui neste mar ou no da Praia da Luz algarvia. Ou então que sirvam para plantar uma árvore no Botânico que tanto amo.

A casa está fresca. A minha filha faz a mala para irmos amanhã para Ofir. Vesti uns calções e uma camisa de ganga para entrar no mood férias. O meu neto também está ansioso por ir connosco. Ofir é um local paradisíaco com este tempo. A piscina é divinal...


O que é que eu fiz para merecer tal?

sábado, 2 de julho de 2016

Os jacarandás da minha vida


   É uma das árvores mais belas que conheço, das mais suaves e rendilhadas, maravilhosa nos seus tons de púrpura, lilaz e azul. Uma beleza.


Andava ansiosa por ver o meu - o do Jardim Botânico, que é único - florido e até pensei que já teria perdido a flor sem que eu desse por isso.

Ontem fui lá ao fundo do jardim visitá-lo. E de repente foi como que uma visão. Uma pintura lilaz no meio da buganvília, dos cactos, dos rododendros, como se duma festa se tratasse. Tão lindo que até apertei a mão da minha filha mais forte.

O chão já tinha um tapete de folhas lilazes e salmão da buganvília, parecia ter sido atapetado especialmente para a minha chegada.
Estive ali maravilhada durante uns largos minutos, feliz por ver que não tinha sido defraudada pela minha árvore favorita.





 As fotos foram todas tiradas pelo meu i'phone, prenda de anos do meu filho, de modo que não terão a mesma definição das anteriores. Mas tinha que experimentá-lo e gostei do efeito.

Fica aqui um poema do meu irmão que já aqui puz mais vezes e de que gosto imenso.

E no fim um quadro a pastel que ofereci à minha sobrinha em 2010.




Jacarandás



Lisboa abriu-se hoje por inteira




Como no canto mais belo a Oxalá




Foi em Maio que a cidade foi ribeira




De água roxa, perfumada e tafetá.




Em Lisboa abriu-se a alma verdadeira




E sentiu-se o que existe para lá




Da magia e da arte feiticeira




Lisboa explodiu jacarandás.




Mário Cordeiro








terça-feira, 28 de junho de 2016

28 de Junho de 1946


Nasci eu.

Com o calor, as tardes longas, parece que nasci pelas 8.30 da noite, ainda havia sol.

A minha mãe comeu cerejas, que ela adorava. Deram-me o seu nome, que tinha três iis e era difícil de escrever correctamente.

A guerra tinha acabado, havia um perfume de paz no ambiente.
Chamaram aos bébés desses anos os baby-boomers, nascidos no pós guerra e em grande número, sobretudo nos países que tinham estado envolvidos.

Já era a quarta filha, ou antes a terceira, visto que o meu irmão mais velho nasceu antes das meninas. Depois vieram mais quatro, eu estava no meio da sanduíche.

Sempre desejei ser rapaz, fazia tudo por parecê-lo, até afrontava o meu Pai em momentos infelizes.

Fui uma miúda feliz, apesar da concorrência constante, sobretudo na adolescência, em que comecei a querer encontrar o meu lugar ao sol e havia demasiada sombra.

Na adolescência passei por maus momentos, mal adaptada ao liceu, péssima a Matemática e a Física, toda virada para as letras, que me apaixonavam. Só respirei fundo no 6º ano quando me dediquei de alma e coração às línguas e literaturas.

Os meus aniversários eram sempre acompanhados de festas e exames. Quase todos tínhamos exames, mas no meio vinham os meus anos e volta e meia, havia festas dos "santos" em casa, apesar deles não fazerem milagres. :)

Havia fogueira, balões, cravos com quadras, caldo verde e chouriço...eram os meus anos. " C'est ma fête, je fais ce qui me plait!".  A música dos anos 60 entusiasmava-nos. Eram os Beatles, os Rolling Stones, os franceses românticos...e o rock n'Roll.

Dizem que foram anos bons. Maus não foram, comparados com as crises que nos assolam. Mas havia a guerra em África e em 1974, um cunhado meu morreu em África deixando a minha irmã viuva com duas filhinhas pequeninas. Nunca mais a minha família foi igual, embora a vida continuasse...

Casei em 1973 e a partir daí, a minha vida deu uma volta de 180º. Deixei Lisboa para sempre em 75 e para trás a família, os amigos, a cidade onde me sentia bem,  e também um pouco a minha identidade.

Custou-me tanto deixar tudo que tive de sublimar a ausência da família e amigos com o desvelo pelos meus alunos e pela minha profissão de professora na província remota aliado à minha paixão cada vez maior pela Natureza e pela Música.

A partir de 1976, sublimei tudo com a dedicação e amor incomensurável que nutria pelos meus filhos.

Nunca mais o meu eu se sobrepôs ao deles até eles serem adultos. Mas houve momentos dramáticos, que tentei sempre superar com a esperança de dias melhores.

E aqui estou eu com 70 anos, três netos e uma felicidade sempre presa por cordéis ao quotidiano.

Cada dia que passa é mais um num percurso que penso ter sido bem realizado.

Tudo o que vier a mais....é mais uma vela acesa na minha Vida.


Happiness is looking forward to



sábado, 25 de junho de 2016

Mudança de visual


Mudei o cabeçalho do meu blogue.

Este é mais dinâmico e retrata o meu espirito sanjoanino, que , este ano, malgré o Brexit, se mantém vivo.

Daqui a 4 dias completo 70 anos e quero revitalizar a minha expressão escrita e quiçá, recomeçar tudo de novo.
Para já, uma canção que me marcou muito nos meus vinte anose que tem a ver com o círculo da vida, a roda que gira sem parar...



                                The Windmills of your mind
Round like a circle in a spiral, like a wheel within a wheel
Never ending or beginning on an ever spinning reel

Like a snowball down a mountain, or a carnival balloon

Like a carousel that's turning running rings around the moon

Like a clock whose hands are sweeping past the minutes of its face
And the world is like an apple whirling silently in space
Like the circles that you find in the windmills of your mind!

Like a tunnel that you follow to a tunnel of its own
Down a hollow to a cavern where the sun has never shone
Like a door that keeps revolving in a half forgotten dream
Or the ripples from a pebble someone tosses in a stream
Like a clock whose hands are sweeping past the minutes of its face
And the world is like an apple whirling silently in space
Like the circles that you find in the windmills of your mind!

1969


After Faith Hill failed to become Reba McEntire's backup singer, she sold t-shirts and operated a fryer at McDonald's.
Pitbull, aka Armando Christian Pérez, says he chose his stage name because pitbull dogs are outlawed in Dade County, Florida, where he is from.
Michael Jackson called his sister Janet 'Dunk' because he thought she looked like a donkey.
In 2012, Nicki Minaj worked with MAC Cosmetics and donated all of their profits for AIDS research, which was over $250 million.
In their teens, Adele and Jessie J were friends at the BRIT music school where they would sing together at lunch time.
John Mayer suffered from a phobia of going mentally insane while growing up and experienced panic attacks due to this fear.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

S. João


Foi lindo.









Há muito que não saía para a rua nesta data e ontem resolvi avançar....


Fui à Rotunda da Boavista com a minha filha e divertimo-nos à grande. Gosto de liberdade, de gritar histericamente nas montanhas russas, na roda gigantes, nos carrosseis. Gosto de comer farturas com aquele cheirinho a canela. Gosto da alegria dos miudos aos saltos na cama elástica e nos insuflados, nos cavalos e girafas, com balões a subir pelo ar ininterruptamente.

O Porto não dorme nesta noite.

Também não dormi mas por causa do referendo britânico. Estive a viver tudo até às 5.30 da manhã quando soube que o Brexit tinha ganho....o que não esperava.

Mas vale a pena recordar um video hilariante da série YES Minister:



O que virá daqui, não sei, mas há muitos problemas a resolver, mesmo dentro do UK. A juventude quer continuar ligada à UE, mas os mais velhos pensam que vão regressar ao antigamente. Estão errados!



quinta-feira, 23 de junho de 2016

L'Avenir ou a grata condição feminina


Fui ver l'Avenir.  Em boa hora.


Um filme francês que não poderia ser de outra nacionalidade.
Sóbrio, mas não muito.
Seco mas não tanto.
Original, mas não demais.
Quase sem música, a não ser uma canção de Schubert, lindíssima e uma de Woody Guthrie dos anos 60 em momentos diferentes do filme.


Uma história com que me identifiquei em parte, mas que não se assemelha muito com as situações da minha vida. Um amor que acaba, filhos que nos deixam, mães que partem.  Alunos que passam por nós e nos marcam. Autoria de manuais escolares que as tecnologias e a voragem das editoras tornam antiquadas e obsoletas. Uma mão cheia de nada... mas um coração cheio de tudo.

Natalie corta com o passado por razões diversas da minha. O seu "avenir", qual balão de S. João, contém a mesma beleza e efemeridade.

Natalie sabe que o avenir é nebuloso, que vai chegar e subir devagarinho, levando-a uma felicidade calma, feita de pequenos nadas, independência indesejada mas aceite como a inexorável passagem do tempo. O seu neto recém-nascido é o princípio do seu futuro.

Um filme que gira à volta duma Mulher, interpretada maravilhosamente por Isabel Huppert, que contrasta violentamente com Nicole Kidman, a Mulher do Deserto, que vi há semanas.

Não há overacting. Uma performance segura e sóbria. Natalie não pretende ficar na História, mas tão somente viver intensamente aquilo que a Vida lhe vai trazendo.

Este filme é a minha praia. Gostei muito.




terça-feira, 21 de junho de 2016

Solstícios



Chegou o Verão.
Ontem a noite foi curta, o dia longo cheio de sol, o pôr do sol às 21.05, a luz dourada remanescendo durante mais de meia hora.

Está quente, embora a nortada já se comece a sentir. Típico tempo de verão, que agrada aos amantes


 de praia e de calor.

Pessoalmente prefiro os dias de outono, calmos, menos quentes e mais suaves.

A tardes infindáveis de verão trazem-me nostalgia e saudades dum tempo que já passou e não volta mais. Eram belas as tardes com a minha Mãe na varanda da nossa casa, emoldurada de buganvília vermelha, o cheiro das flores que subia do jardim, a relva cortada e as ameixas que comíamos em catadupas ainda quentes do sol.  Passava parte da tarde a jogar ao mata, ao badmington ou mesmo ao futebol, a fazer atletismo ou a sonhar acordada...por vezes, dávamos uma volta pelo jardim com o nosso Pai que nos explicava algo sobre as plantas, as flores, os canteiros, o que iria ser plantado quando as flores tivessem acabado. Depois do jantar ainda havia luz para estarmos lá fora, a aspirar o ar do verão e a ouvir o vento nos choupos que ladeavam a parte da frente da casa. Aprendi tantos nomes de palantas e flores, que ainda hoje me surpreendo com o que sei sobre o tema.

Agora, dum modo geral,  afligem-me as tardes muito longas...o que vale é o Euro que tem preenchido alguns destes fins de tarde mais monótonos.

Ontem, o solstício coincidiu com a Lua Cheia de Junho, mas a lua que eu vi nada tinha de especial. Era uma bola redondinha, luminosa no meio das árvores altas do Botânico.

Na astronomia,solstício (do latim sol+ sistere, que não se mexe) é o momento em que o Sol, durante seu movimento aparente na esfera celeste, atinge a maior declinação em latitude, medida a partir da linha do equador. Os solstícios ocorrem duas vezes por ano: em dezembro e em junho. O dia e hora exactos variam de um ano para outro. Quando ocorre no verão significa que a duração do dia é a mais longa do ano. Analogamente, quando ocorre no inverno, significa que a duração da noite é a mais longa do ano.

Em várias culturas ancestrais à volta do globo, o solstício de inverno era festejado com comemorações que deram origem a vários costumes hoje relacionados com oNatal das religiões pagãs. O solstício de inverno, o menor dia do ano, a partir de quando a duração do dia começa a crescer, simbolizava o início da vitória da luz sobre a escuridão.

Fica aqui música especial para ilustrar este tema tão querido dos Celtas.