quinta-feira, 24 de novembro de 2016
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
De olhos bem abertos
![]() |
| paragem do autocarro : Casa das Artes |
| rua Diogo Botelho ( do autocarro) |
Faz crescer no cérebro aquele impulso para registar, fixar as imagens que vemos, sob um ângulo muito nosso e original.
Não se aprende a fotografar...como não se aprende a nadar bem, se em nós não houver aquela paixão pelo desafio cénico, pelo enquadramento de algo belo e mutável. Há muitos fotógrafos hoje em dia, mas nem todos captam as imagens dum modo único.
Em cada tarde junto ao mar, sobretudo nesta época chuvosa e em constante transformação, a Natureza oferece-nos cambiantes cinematográficos deslumbrantes.
Hoje foi uma segunda-feira diferente.
Para mim. Sozinha.
| Paragem do autocarro do Lordelo |
sexta-feira, 18 de novembro de 2016
quinta-feira, 17 de novembro de 2016
Travelling light
I’m traveling light
It’s au revoir
My once so bright
My fallen star
I’m running late
They’ll close the bar
I used to play
One mean guitar
I guess I’m just
Somebody who
Has given up
On the me and you
I’m not alone
I’ve met a few
Traveling light like
We used to do
Goodnight goodnight
My fallen star
I guess you’re right
You always are
I know you’re right
About the blues
You live some life
You’d never choose
![]() |
| desenho de Leonard Cohen |
Ainda estou em choque com a perda do meu ídolo: Leonard Cohen.
Oiço todos os dias - como o Miguel Esteves Cardoso - o seu último album e sinto uma mágoa fininha, que não consigo reprimir.
O som dos violinos, o ritmo dos instrumentais num swing em crescendo, transporta-me num rodopio infernal do qual não quero sair.
A sua voz que parece vir das profundezas da terra enche a minha sala e convence-me de que ele não morreu.
Não pode.
He's just travelling light.
As he used to do.
It's only "au revoir"
terça-feira, 15 de novembro de 2016
sábado, 12 de novembro de 2016
sexta-feira, 11 de novembro de 2016
So long, Leo
HE WAS MY MAN!
THE MAN WITH THE GOLDEN VOICE
IN HIS TOWER OF SONG
WAITING FOR THE MIRACLE TO COME.
AIN'T NO CURE FOR LOVE, LEO!
TAKE THIS WALTZ AND
DANCE ME TO THE END OF LIFE
IF IT BE YOUR WILL.
"Anthem"
"Anthem"
The birds they sang
at the break of day
Start again
I heard them say
Don't dwell on what
has passed away
or what is yet to be.
Ah the wars they will
be fought again
The holy dove
She will be caught again
bought and sold
and bought again
the dove is never free.
Ring the bells that still can ring
Forget your perfect offering
There is a crack in everything
That's how the light gets in.
We asked for signs
the signs were sent:
the birth betrayed
the marriage spent
Yeah the widowhood
of every government --
signs for all to see.
I can't run no more
with that lawless crowd
while the killers in high places
say their prayers out loud.
But they've summoned, they've summoned up
a thundercloud
and they're going to hear from me.
Ring the bells that still can ring ...
You can add up the parts
but you won't have the sum
You can strike up the march,
there is no drum
Every heart, every heart
to love will come
but like a refugee.
Ring the bells that still can ring
Forget your perfect offering
There is a crack, a crack in everything
That's how the light gets in.
Ring the bells that still can ring
Forget your perfect offering
There is a crack, a crack in everything
That's how the light gets in.
That's how the light gets in.
That's how the light gets in.
at the break of day
Start again
I heard them say
Don't dwell on what
has passed away
or what is yet to be.
Ah the wars they will
be fought again
The holy dove
She will be caught again
bought and sold
and bought again
the dove is never free.
Ring the bells that still can ring
Forget your perfect offering
There is a crack in everything
That's how the light gets in.
We asked for signs
the signs were sent:
the birth betrayed
the marriage spent
Yeah the widowhood
of every government --
signs for all to see.
I can't run no more
with that lawless crowd
while the killers in high places
say their prayers out loud.
But they've summoned, they've summoned up
a thundercloud
and they're going to hear from me.
Ring the bells that still can ring ...
You can add up the parts
but you won't have the sum
You can strike up the march,
there is no drum
Every heart, every heart
to love will come
but like a refugee.
Ring the bells that still can ring
Forget your perfect offering
There is a crack, a crack in everything
That's how the light gets in.
Ring the bells that still can ring
Forget your perfect offering
There is a crack, a crack in everything
That's how the light gets in.
That's how the light gets in.
That's how the light gets in.
quinta-feira, 10 de novembro de 2016
Dias de chuva
Nada melhor que irmos às compras numa zona povoada de gentes, de turistas fora da época, mas já arreada para o Natal.As montras têm tudo, estão ansiosas por mostrar o que se pode comprar para homens, mulheres e crianças, para o menino e pra menina.
Os pavimentos reluzem com a chuva e os transeuntes reflectem-se na calçada. O sol espreita tímido, mas as nuvens adensam-se.
modernas e interessantes.
É claro que são mais umas a enfiar num armário cheio de roupa que não uso, é pura vaidade, mas se não cedermos de vez em quando, deixamos de ser normais.
Vou de autocarro e metro, venho de taxi.
Comprar lã para tricotar foi sempre um dos meus vícios. Tenho uma gaveta cheia de restos de lã. Infelizmente não tenho nenhuma neta a quem ensinar. Adorava usar as lãs dum modo criativo...
Vou fazer mais uma camisola para a minha Luisa, ela adora lãs feitas por mim e em Leeds já neva.
Na Fnac, onde não ia há muito, pasmo com o espaço sem ninguém. Compro tinteiros para a minha impressora, mas em casa descubro que me enganei na referência, vou ter de ir lá trocar. Penso que não servem e nem ouso abrir a embalagem.
Sento-me numa esplanada em Santa Catarina, onde os turistas passeiam. Adoro o dolce farniente , sozinha e anónima.
Tiro fotos ad-hoc ao que me fascina...
terça-feira, 8 de novembro de 2016
A vida secreta das árvores
É o nome dum livro que adquiri pelo kindle e que me está a encantar.
In The Hidden Life of Trees, Peter Wohlleben shares his deep love of woods and forests and explains the amazing processes of life, death, and regeneration he has observed in the woodland and the amazing scientific processes behind the wonders of which we are blissfully unaware. Much like human families, tree parents live together with their children, communicate with them, and support them as they grow, sharing nutrients with those who are sick or struggling and creating an ecosystem that mitigates the impact of extremes of heat and cold for the whole group. As a result of such interactions, trees in a family or community are protected and can live to be very old. In contrast, solitary trees, like street kids, have a tough time of it and in most cases die much earlier than those in a group.
Ao observar as árvores durante o seu trabalho nas florestas, o autor descobriu que elas vivem como famílias, comunicando entre si, ajudando-se mutuamente, partilhando nutrientes, defendendo-se das pragas e, conseguindo em conjunto atingir uma longevidade notável. Árvores solitárias não vivem até tão tarde, pois têm de superar sozinhas todas as adversidadades.
É fascinante ler sobre algo que se ama incondicionalmente. Sem árvores, a minha vida não seria igual. Aprendo a viver no meio delas e cada passeio que dou neste jardim, me transmite Paz e serenidade numa época de problemas, que não posso esquecer e tenho de ultrapassar.
sábado, 5 de novembro de 2016
Quality time

A qualidade de vida não se mede por mais ou menos conforto, mais ou menos dinheiro nem mais ou menos saúde. Mede-se também pelos momentos maravilhosos de afecto com aqueles que são mais nossos e que nós amamos.
Esta semana tive o privilégio de ter cá dois dos meus netos a dormir e a passar o dia comigo um em cada dia, Há muito que desejava fazê-lo , mas por variadas razões , não se proporcionou até por que só depois de a minha filha ter rumado a Inglaterra, fiquei com um quarto e cama decente para hóspedes. A caminha do atelier já é pequena para os meus netos pre-adolescentes.
Com o mais velho fui ao cinema ver Dr Strange e curiosamente gostei do filme, talvez pela companhia, mas também porque sou fã do Benedict Cumberbach, mais conhecido pelo seu Sherlock Holmes. O filme tem efeitos especiais notáveis e é fluido com beleza estética para lá do enredo rocambolesco.Na véspera tinha visto com meu neto o jogo Porto-Brugges e tudo acabou bem, de modo que fomos bem dispostos para a cama.
Fomos almoçar à Máscara, onde comemos uma fondue maravilhosa e depois, enquanto eu caminhava pelo passadiço da Foz, ele patinava alegremente, gozando o sol fantástico que iluminava o mar , as rochas e as esplanadas. Foi mesmo uma tarde bem passada.
Quando chegámos do passeio, ele decidiu que ia fazer-me um desenho. A razão era simples: estava farto de ver os desenhos e pinturas do irmão mais novo no meu frigorífico!
Realmente há muito que não coloco lá desenhos dele. Em geral, quando cá vem faz TPCs e vê TV. E depois tem ballet ou violoncelo.

Valeu a pena. O rapaz tem arte! Não deu palavra enquanto enchia o papel de riscos, círculos, elipses e quadrados. Gostei. Parece um Escher!!!
Momentos destes são qualidade de vida. Porque para lá do conforto, enchem-nos a alma de confiança e esperança no futuro.
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