Há dias em que me levanto com dificuldade.
Não me apetece acordar....nem sair da cama....nem enfrentar o vazio....nem viver mais do que o necessário e o necessário é demais....
Não é depressão, é cansaço da rotina, um ansiar por outra coisa, uma nostalgia de momentos vividos noutros lugares.
Evadir-me é a palavra de ordem. Seja passeio, seja mar, seja cinema. Hoje será pintura. E cinema.
Só posso evadir-me levantando-me, de modo que lá me ergo e ponho decente. Bebo um descafeinado e como dois pãezinhos com manteiga. Já estou mais humana.
Vou ao quarto da minha filha, olho para tudo à volta e fico feliz por ainda ter aquele espaço para estar com ela virtualmente. O Buda olha para mim com ar bondoso. O cartaz do Hobbit leva-me para um mundo ao qual não pertenço. Os sonhos da minha filha estão ali todos...mas não são exactamente os meus.
Passo ao atelier e aí já entro no meu mundo.
Quadros de todos os géneros, com ou sem moldura, aguardam um destino...não sei qual é, nunca pintei para vender...prefiro oferecer...mas só a quem aprecie.
Pego no papel de aguarela canson. Encho-o de água meio suja do copo onde estão alguns pincéis. Deito pequenas porções de tinta acrílica sobre o papel molhado. Verde clarinho, azul prússia, amarelo, laranja, roxo, e branco muito branco. Passo os dedos por cima da tinta, é suave, sedosa, agradável ao tacto. Espalho as cores muito pálidas por zonas específicas do papel e imagino os campos, os vales, os céus, os sonhos...tudo meio nublado e onírico...
Deixo secar.
Ficou assim...
Não me apetece acordar....nem sair da cama....nem enfrentar o vazio....nem viver mais do que o necessário e o necessário é demais....
Não é depressão, é cansaço da rotina, um ansiar por outra coisa, uma nostalgia de momentos vividos noutros lugares.
Evadir-me é a palavra de ordem. Seja passeio, seja mar, seja cinema. Hoje será pintura. E cinema.
Só posso evadir-me levantando-me, de modo que lá me ergo e ponho decente. Bebo um descafeinado e como dois pãezinhos com manteiga. Já estou mais humana.
Vou ao quarto da minha filha, olho para tudo à volta e fico feliz por ainda ter aquele espaço para estar com ela virtualmente. O Buda olha para mim com ar bondoso. O cartaz do Hobbit leva-me para um mundo ao qual não pertenço. Os sonhos da minha filha estão ali todos...mas não são exactamente os meus.
Passo ao atelier e aí já entro no meu mundo.
Quadros de todos os géneros, com ou sem moldura, aguardam um destino...não sei qual é, nunca pintei para vender...prefiro oferecer...mas só a quem aprecie.
Pego no papel de aguarela canson. Encho-o de água meio suja do copo onde estão alguns pincéis. Deito pequenas porções de tinta acrílica sobre o papel molhado. Verde clarinho, azul prússia, amarelo, laranja, roxo, e branco muito branco. Passo os dedos por cima da tinta, é suave, sedosa, agradável ao tacto. Espalho as cores muito pálidas por zonas específicas do papel e imagino os campos, os vales, os céus, os sonhos...tudo meio nublado e onírico...
Deixo secar.
Ficou assim...













