Remember the way you are all possibilities you can see and how you live best as an appreciator of horizons, whether you reach them or not. Admit that once you have got up from your chair and opened the door, once you have walked out into the clean air toward that edge and taken the path up high beyond the ordinary, you have become the privileged and the pilgrim, the one who will tell the story and the one, coming back from the mountain, who helped to make it. David Whyte - River Flow
In Flanders fields the poppies blow Between the crosses, row on row, That mark our place; and in the sky The larks, still bravely singing, fly Scarce heard amid the guns below.
We are the Dead. Short days ago We lived, felt dawn, saw sunset glow, Loved and were loved, and now we lie In Flanders fields.
Take up our quarrel with the foe: To you from failing hands we throw The torch; be yours to hold it high. If ye break faith with us who die We shall not sleep, though poppies grow In Flanders fields.
Havia o 14, dia de S. Valentim, em que recebia um postal anónimo, mas transparente, com algo de significativo.
Lembro-me do ultimo que mandei ao M. Era o desenho dum aquário. Os dois peixes vermelhos olhavam-se e um perguntava: "Where shall we go today? It's Valentine's Day." Sugeria a nossa vida em círculo, permanentemente fechada sobre si própria. Sempre gostámos do humor inglês :)
Mas também havia os anos do M. , a 17, em que íamos ao Churrascão Gaúcho ou a outro lado festejar. Era um dia bom.
Também era o mês em que recebia o cheque da Porto Editora, que em geral me dava mais alegria a mim e aos filhos do que a ele, cioso do seu papel de macho latino que sustenta a família. Custava-lhe a tragar que eu fizesse tanta coisa.... :). Eu queria pagar um jantar, mas ele dizia: Só se for lagosta. Nunca a comemos.
No dia 25 vai fazer um ano que o M. morreu. E como li no outro dia no FB. Não é ver morrer o que custa mais. É viver sem aqueles que amámos durante o resto da vida.
Tenho pintado muito este ano. E Fevereiro está a ser melhor.
Este quadro, fi-lo anteontem e mandei a foto ao meu neto Daniel. Ele disse : Adoro. Onde é que o penduraste? No meu atelier, mas posso dar-to. Sim, se não o quiseres no atelier, quero-o de bom grado! :)
Este meu neto é especial. Ontem ele e um amigo ganharam o 1º Prémio no concurso Jugend Musiziert que envolve alunos dos colégios alemães da Europa. Vai a Barcelona em Outubro para a 2ª etapa Ibérica. Tocaram uma sonata de Beethoven para piano e violino e uma sonatina de Dvorak. Foi lindo.
Hoje vi um filme excepcional: Ghost's Thread. Só para quem gosta de costume dramas, ao estilo dos Merchant Ivory, do Remains of the Day, Magnolia, etc.
Interpretações, música, cinematografia, guarda roupa, luz e cor fabulosos.
Já vi vários filmes candidatos a Óscar, este ano , e vai ser difícil escolher os vencedores.
Ficam aqui a Sonata nº 5 de Beethoven, que o meu neto tocou e a Sonatine, opus 100 de Dvorak.
Não pude gravar no concurso, mas há mais quem as toque !
Para entrar em 2018, modifiquei o cabeçalho do blogue. Coloquei a foto dum quadro meu como é costume.
Este quadro que ofereci ao meu neto, no dia dos seus anos, foi pintado em pastel de óleo em 2010 no atelier Utopia, que frequentava na altura.
Fez parte duma exposição de quadros a pastel. Gosto dele pelas formas imprecisas das árvores e o colorido alegre das mesmas.
Dois quadros novos para festejar o novo ano. E um Blessing de John Donahue:
Blessing - Poem by John O'Donahue
On the day when the weight deadens on your shoulders and you stumble, may the clay dance to balance you. And when your eyes freeze behind the grey window and the ghost of loss gets in to you, may a flock of colours, indigo, red, green, and azure blue come to awaken in you a meadow of delight.
When the canvas frays in the currach of thought and a stain of ocean blackens beneath you, may there come across the waters a path of yellow moonlight to bring you safely home.
May the nourishment of the earth be yours, may the clarity of light be yours, may the fluency of the ocean be yours, may the protection of the ancestors be yours. And so may a slow wind work these words of love around you, an invisible cloak to mind your life.
Há cerca de 30 anos foi publicada na National Geographic Magazine uma fotografia que impressionou o mundo inteiro. Tratava-se de uma rapariga afegã, apanhada de surpresa por um fotógrafo inglês, que visitava a sua escola. A expressão do seu olhar, semi-incrédula, semi assustada correu mundo e catapultou o autor para a fama, que já era alguma.
Ontem fui ver a Exposição na Alfândega do Porto. É impossível descrever as sensações que me assaltaram naquelas duas horas. O local é magnífico, a apresentação brilhante, a luz adequada, o ambiente óptimo.
As fotos são o que são. Entram por nós adentro, deixa-nos sem fala, desejosos de saber mais. Isso é possível com algumas, se tivermos um controle remoto que nos narra a história da fotografia pelo próprio autor. Fascinante.
Há muito tempo que não tinha experiência cultural deste calibre. A exposição acaba hoje, mas gostaria de a ter visto mais duma vez. Vale bem a pena.
Nos anos 90 comprei um livro Portraits de Steve McCurry da Phaidon e ontem estive a rever as fotos. Muitas não estão nesta exposição que abarca outros temas como a guerra, os refugiados, a religião, os costumes, a família, a pobreza dos países mais variados. São rostos que ficam, imagens eternas.
Ficam aqui algumas das fotos que tirei.
A minha filha foi comigo. Aqui está ela no décor da exposição. Apetecia-me fotografar :)
Para isso fomos feitos: Para lembrar e ser lembrados Para chorar e fazer chorar Para enterrar os nossos mortos — Por isso temos braços longos para os adeuses Mãos para colher o que foi dado Dedos para cavar a terra. Assim será nossa vida: Uma tarde sempre a esquecer Uma estrela a se apagar na treva Um caminho entre dois túmulos — Por isso precisamos velar Falar baixo, pisar leve, ver A noite dormir em silêncio. Não há muito o que dizer: Uma canção sobre um berço Um verso, talvez de amor Uma prece por quem se vai — Mas que essa hora não esqueça E por ela os nossos corações Se deixem, graves e simples. Pois para isso fomos feitos: Para a esperança no milagre Para a participação da poesia Para ver a face da morte — De repente nunca mais esperaremos... Hoje a noite é jovem; da morte, apenas Nascemos, imensamente.