Já há dias que não escrevo no blogue.
A vida real, os eventos sociais e familiares assim como as emoções levaram à melhor.
Desde 6ª feira, em que cheguei a casa pelas 10 horas, que os dias se têm seguido cheios de peripécias e eventos importantes a que se aliam o amor pela família, a amizade, a religião e os costumes e até a união entre povos. Não estou a exagerar. :)

No sábado assisti à final do Torneio de futebol
Mc Donalds, em que o meu neto Daniel tomava parte como jogador sub-12 da equipa do Brasil. Estava um calor insuportável, mas o entusiasmo era tão grande que fomos todos - família mais alargada - e sentámo-nos a apoiar, a gritar, bater palmas, etc. Infelizmente o Brasil perdeu 4-1, embora o meu neto tenha desferido um pontapé de livre que entrou na baliza como um raio....mas foi só!!

No domingo os meus meninos faziam a 1ª comunhão e a comunhão solene com o Colégio alemão. A cerimónia teve lugar na Igreja do Sº Sacramento aqui perto. Consegui um lugar mesmo à frente, onde vivi tudo plenamente e pude fotografar. Nunca mais me esqueço da carinha dos meus netos, vestidos de calções beiges e camisinha branca, muito simples. O coro foi dirigido pelo maestro do coro da Sé que também tinha um filho no grupo de crianças. Os meus filhos e netos tocaram o canon de Pachelbel durante o Ofertório e foi um momento extremamente comovente.
Depois fomos todos para casa do meu filho, onde decorreu um almoço excelente, caseiro, cheio de crianças entre netos, primos e sobrinhos meus.
Às 6 ocorreu o Concerto Final do Ano da Escola "A Pauta" na Casa da Música. Foi um dos concertos mais impressionantes a que tenho assistido - 50 e tal jovens a tocar violoncelo e violino - com música muito apelativa para todas as pessoas.
Não pude deixar de pensar que durante o próximo ano, não ouvirei os meus netos a tocar, a não ser pelo skype!! Fico com o coração apertado e só me apetece chorar....a vida é cheia de contrastes...
Ontem convidei uma família alemã que veio da Alemanha para assistir à Comunhão dos meus netos. É uma história longa de amizade entre estudantes e seus pais, que começou no Porto e continuou em Karlsruhe, onde o meu filho estudou durante três anos. É uma amizade que dura há mais de 20 anos. Gosto muito deles e a experiência dum jogo de claques repartidas foi inesquecível. Jantámos todos juntos aqui em casa - aproveitando os restos do almoço da véspera - .
O resultado do jogo tinha sido desastroso, mas os miúdos e a amizade preencheram o vazio rapidamente e ainda nos rimos imenso com o meu neto a imitar o CR7 no seu melhor. Há muito que não recebia aqui em casa e é realmente fantástico juntar amigos à volta.
A minha amiga deu-me um livrinho sobre a
Amizade. Transcrevo uma frase de Goethe que já conhecia e sempre transmiti aos meus alunos em dedicatórias que lhes escrevia por vezes nos livros ou em cadernos de autógrafos. Também é verdadeiro para as nossas amizades virtuais e relações nas redes sociais:
Conhecer Alguém que nos entende, apesar da distância, sem que seja necessário expressar o que sentimos. Eis o que faz da Terra um jardim.
Goethe / 1749-1832)