quinta-feira, 16 de abril de 2015

Na falta de notícias frescas....

vai aqui uma colagem que espelha a nossa felicidade quando estamos juntas.... as fotos foram todas tiradas hoje. Leeds está linda, mais parece um jardim com as árvores todas floridas....ruas e ruas...avenidas....parques...continuo a ter juizo e a comer sopinha e a glicemia baixa alegremente....


É a isto que chamo VIDA!


CLIQUEM PARA VEREM MAIOR!! VALE A PENA  :)

terça-feira, 14 de abril de 2015

See you in Leeds


Hoje de madrugada parto para Leeds, a minha segunda cidade favorita,  depois do Porto.

Lá espera-me a minha filha linda,


ansiosa por "quality time" com a sua Mummy, como ela me chama.

A viagem é longa porque chegando a Stansted tenho de apanhar um comboio, que vai até Peterborough. Lá terei de mudar para um outro que vem de Londres e em geral, bastante cheio. Há uma certa confusão no cais e tem de se andar um pouco o que me faz confusão e atrapalha. Levo uma mala com trolley e uma pasta com o laptop, iPad e máquina fotográfica, os meus instrumentos indispensáveis.  Os comboios são caros ( mais que o avião) mas confortáveis e não é preciso marcar.
Gosto daquela viagem, que já percorri tantas vezes.

Desta vez não vou apanhar o pôr do sol como da última vez, pois vou muito mais cedo.

Em Leeds fico instalada num belo hotel - dou-me a esses luxos quando viajo - com a minha Luisa, que quer estar comigo todas as noites. Ao serão, ou vamos ao cinema ou a um musical, ou ficamos no quarto e ver TV e a net.

Também passearemos no Hyde Park, muito mais pequeno que o de Londres, mas lindo de morrer....

Conto ir num tour de taxi passear pelos Dales, a parte mais linda do Yorkshire, ou aos Moors, mais agreste, mas igualmente belos. Infelizmente já não posso dar ao luxo de subir pelos montes a pé como dantes fazia, nem seque posso caminhar durante muito tempo. Mas aproveitarei na mesma...

Vou escrevendo no blogue, talvez menos amiúde e pondo algumas fotos do centro da cidade que é sempre animado e diferente.

Sair do Porto, onde estou há meses, será uma lufada de britishness. I love Britain!!







sexta-feira, 10 de abril de 2015

Quisera ser um peixe


para poder viver imersa num enorme mar, lago ou mesmo rio....nadar até esgotar todas as minhas forças, mergulhar ,  ver o mundo ao contrário...


Quisera ser um peixe para deslizar sem esforço e sem peso, levemente, afastando-me veloz,
 refugiando-me no meu canto quando o barulho fosse demasiado tronitruante.

Hoje senti-me tão feliz na piscina completamente sozinha, que me pergunto como é possível haver pessoas que precisam de companhia constante para serem felizes ou passam horas a debitar patacoadas num café, nas vernissages, nas festas vips, nos shoppings e nos restaurantes.

Cada vez estou mais avessa a eventos, saboreio a vida no sossego e no silêncio dos espaços vazios de gente.

Nadei durante uma hora, por cima e debaixo de água, fiz exercícios e senti-me no céu.

ZEN deve ser algo assim, atinge-se o nirvana e a vida é linda.

Tinha um amigo que me dizia sempre isto  à guisa de despedida : "Que a vida te seja leve."

Nunca mais me esqueci.  É mesmo o melhor que se pode desejar a alguém.


Lembrei-me desta canção enquanto nadava....

Há dias assim...

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Não se pode ser doce


Descobri nos últimos dias que sofro de diabetes e que isto não anda nada bem. De um momento para o outro a glicemia subiu drasticamente  e vejo-me numa situação muito comum de ter de medir os meus índices todos os dias, tomar medicação, fazer uma dieta daquelas que já tentei n vezes... para desistir semanas depois....


Fiquei em choque, dado que sempre medira a glicemia nas farmácias e, embora estivesse alta, não era nada de aflitivo. Agora é.

Vou para Inglaterra para a semana, munida da máquina de controlo da glicémia e dos medicamentos. Espero que tudo corra bem. Ando a ansiar por esta viagem há muito, não só porque tenho saudades da minha filha, mas também porque amo esse país lindo que, na primavera, mais belo se torna.

Hoje pensei que envelhecer é realmente chato e acredito que as pessoas se tornem hipocondríacas.

 Exames, consultas, farmácias, tratamentos e quejando nunca foram a minha praia....adoro a saúde e sempre disse que sem ela não valia a pena viver.

Felizmente ainda há a Natureza e a Música.

Fica aqui um dos meus cantores actuais preferido. É relaxante.




sábado, 4 de abril de 2015

Aleluia! A Natureza canta.



Ir ao Botânico é o mesmo que entrar numa igreja em dias de Páscoa. Uma igreja um pouco esquecida e descuidada.

A Natureza persistente neste local canta Aleluias em todos os tons, os pássaros chilreiam, há sol a rodos, luminosidade intensa e um deserto de pessoas. É lindo, mesmo quando ninguém se importa.

A cidade está vazia, atravesso o Campo Alegre quase sem olhar para os lados, nunca vi esta rua tão silenciosa.


Pego na máquina e disparo a torto e a direito, tudo é fotogênico, apetece fixar estas imagens para sempre, mesmo sabendo que, para o ano, haverá outras iguais ou parecidas e o meu entusiasmo será igual, se conseguir manter-me viva :).

Os rododendros são os arbustos mais generosos em flor e colorido. Há-os por todo o lado, nos caminhos, áleas e veredas. Fotografo-os como se não houvesse amanhã.

As árvores de maior porte estão a ganhar folha verde clara e onde havia troncos esquálidos, há ramos viçosos, que cobrem o céu quase por completo.


Os nenúfares tão desprezados este ano por causa das obras flutuam nos lagos esquecidos. Se Monet visse estes lagos, choraria....fotografo-os na mesma, amo-os mesmo assim.

Por mim passa um grupo de jovens - benditas criaturas que preferem o jardim à praia. O pior é o telemóvel que está sempre a tocar.


A glicínea - a única que ainda resta junto ao jardim dos cactos- está toda florida, mas sequiosa. Não choveu na última semana e o sol é quente. Os cachos dum cheiro penetrante enchem-se de abelhões que não desarmam mesmo quando nos aproximamos.

A estufa de que falei há dias foi toda reconstruída, mas onde havia vidro agora há betão. Só o topo é transparente. dà vontade de chorar....


O gradeamento foi todo pintado de vermelho escuro, não fica mal, mas é uma cor pesada e não vai durar muito, é mais frágil que o verde, que se confundia com a folhagem das camélias. Também pintaram as decorações junto à porta de entrada.


Eram douradas e tinham uma patine lindíssima. Infelizmente agora tudo é vermelho, parece que sobrou tinta e quiseram aproveitá-la.

Os cidadãos que aqui vivem nunca são ouvidos , nem achados. Não custaria muito fazer um questionário e deixá-lo nas caixas do correio. A junta da freguesia não tem voto na matéria, o jardim pertence à Universidade do Porto. Os moradores nicles.

Um aviso no portão diz que as obras acabarão em Novembro de 2014.

Aleluia!!! Já passou!

quinta-feira, 2 de abril de 2015

A Foz do Cávado e Ofir




Vivi seis meses em Esposende de Julho a Janeiro de1977.


Foi uma das experiências mais interessantes da minha vida nómada, quando andei com a casa às costas como o caracol ( era só recheio, não a casca!!).
Durante três meses estive num dos locais mais bonitos do país, a dois passos de rio e do mar, local ventoso mas duma beleza selvagem indescritível, que, no inverno, me fazia lembrar os países nórdicos, os tons róseos sobre o rio em mesclas, entremeados com o verde das ervas, onde por vezes pastavam vaquinhas junto á agua.

Foi o local onde me senti mais só, apesar de ter um bébé de 14 meses que me acompanhava todos os dias à praia e à vila, que se ria para todos com um à vontade tal que encantou uma senhora francesa de 84 anos, residente num castelo no Loire, que me foi visitar umas duas vezes antes de partir para França e ainda me mandou um postal convidando-me para a ir ver no Loire. Nunca fui...

 Vivi esses três meses quase só em contemplação da Natureza e do meu filho, que crescia a olhos vistos e me encantava todos os dias. Mas tudo o que é bom acaba.

Em Outubro comecei a dar aulas no Porto e tive de "viver" Esposende só aos fins de semana. Em Janeiro partimos para Chaves.
 
 Ainda hoje adoro ir a Esposende, embora passe muitos dias em Ofir do outro lado do Cávado, que é um paraíso, área protegida com pinhal e um mar sem fim, como podem ver nestas fotos. Voltar a estes locais é como renascer....

segunda-feira, 30 de março de 2015

A Afurada


A Afurada fica em frente ao Porto do outro lado do rio, já quase na Foz. É uma vila piscatória muito típica e orgulhosa da sua História.

Hoje já tem uma marina, que tende a aumentar, e os barcos de recreio, de pesca e rabelos cruzam-se num colorido sem igual. O rio azul - hoje estava mesmo luminoso como podem ver nas fotos - desliza suavemente em direcção ao mar indiferente a esta faina quotidiana.

As gaivotas sobrevoam todo este cenário num rodopio maluco, em busca de restos de peixe ou lixo que lhes mate a fome.

Do outro lado, os prédios horrendos da parte oeste da cidade, as torres e condomínios de luxo, qual deles mais desfigurante e mais desintegrado na paisagem, estragam um pouco a beleza do rio. Só gosto do Porto da Ponte d'Arrábida para leste, daí até à Ribeira é um regalo para os olhos.

Fui ver a exposição Pedra Furada que está patente ao público no Centro Interpretativo do Património da Afurada, um edifício bonito, do tipo museu, onde se guardam as memórias da pequena vila.
O atelier Utopia organizou um painel com quadros todos do mesmo tamanho, pintados por alunos da Escola, muitos deles meus conhecidos, como a Becas Laranjo, cujo quadro lindíssimo me dispus a comprar, a Ana Maria Oliveira, a Teresa Silva Vieira, etc.
Fiquei comovida por ver que há pessoas mais fiéis ao atelier do que eu....ano após ano lá estão a expor e a cooperar em eventos culturais interessantes.






Teresa Silva Vieira

Becas Laranjo

Ana Maria Oliveira

Tirei muitas fotos da Afurada, a tarde propiciava a fotogenia dos barcos e do rio.

Mas juntei a essas fotos algumas pinturas que mais me agradaram.

Parabéns à Utopia e aos meus ex-colegas tão talentosos!

domingo, 29 de março de 2015

A velha estufa




Não sei quantas vezes passei na  estufa em ruínas do Jardim Botânico. Até a via aqui da minha varanda, por detrás da casa antiga que agora renovaram e  parece um monstro de betão com janelas do dobro do tamanho das primitivas e com mais altura. Desde que aqui moro, as obras só pioraram este jardim, não respeitando a traça original que era muito mais bonita.



Fui lá dezenas de vezes, subi às escadinhas e tirei fotografias das vidraças meias foscas e da porta verde envelhecida e carcomida pelo tempo.

A velha estufa não sei como está agora pois os tapumes não deixam ver o que se passa, mas presumo que estão a construir uma nova ou deitam abaixo a antiga.

Este fim de semana no Grupo Woophy Club, o tema era Abstract.

Todas as fotos - seis ao todo - tinham de obedecer a este tema. Não foi difícil arranjar algumas na minha fototeca e têm sido muito apreciadas por exímios fotógrafos que considero amigos e que escreveram comentários que me afagam o ego.

Já aqui puz algumas delas em tempos, mas atrevo-me a repetir a proeza, dado que nem eu me canso de olhar para estas fotos. Quando as tirei estava o sol a pôr-se e incidia nas vidraças que tomavam uma cor rosa, amarela e acizentada, com umas partes foscas mais sugestivas e outras transparentes a deixar entrever as plantas velhas que lá dentro estiolavam. Era um autêntico quadro abstrato, muito mais belo do que se tivesse sido pintado.









A estufa pode desaparecer , é natural que seja substituída por uma transparente e toda XPTO, mas estas fotos guardarão para sempre a beleza e a patine do antigo, as estufas que Sophia viu e amou há muitos anos.

sábado, 28 de março de 2015

terça-feira, 24 de março de 2015

A força do mar




Dominámos outrora o mar físico, criando a civilização universal; dominemos agora o mar psíquico, a emoção, a mãe temperamento, criando a civilização intelectual.

Fernando Pessoa