Tenho andado a praticar a meditação já há alguns dias - apenas uns 15m por dia - pois li em várias fontes que é um modo de chegar à paz interior e de nos sentirmos melhor.
A minha filha pratica-a regularmente e nunca falha. Já me explicou como faz para expulsar da mente todos os pensamentos e concentrar-se num foco apenas.
Hoje descobri que tenho dois sítios na casa onde posso facilmente meditar: na minha varanda, sentada na espreguiçadeira, olhando o céu. No meu atelier, sentada na cadeira de secretária, contemplando as árvores e o céu em frente.
Hoje olhei para o céu durante uns minutos largos. As nuvens muito baixas deslizavam suavemente ao sabor do vento de oeste, da esquerda para a direita, acotovelando-se ao de leve. Por vezes um farrapo soltava-se e lá seguia na mesma direcção atrás dos outros flocos como se de um rebanho se tratasse. Também havia farrapos que se fundiam uns nos outros, como um casal em pleno acto de amor.
Jactos cruzavam os céus a uma velocidade vertiginosa, preparando-se para aterrar. Gaivotas - poucas - faziam os seus võos rasantes em liberdade.
A meditação costuma ser definida das seguintes maneiras:
- um estado que é vivenciado quando a mente se torna vazia e sem pensamentos;
- prática de focar a mente em um único objeto (por exemplo: em uma estátua religiosa, na própria respiração, em um mantra);
- uma abertura mental para o divino, invocando a orientação de um poder mais alto.




