quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Do autocarro

Hoje fui de autocarro à Baixa para uma consulta médica.

Hotel das Cardosas

cordoaria

Torre dos Clérigos

Igreja dos Clérigos
































portão do mercado do Bolhão
escadas do mercado do Bolhão
      Aconsulta levou uma hora - ter uma médica há 35 anos é excelente - e ela constatou que eu emagreci 9 kg desde a última vez que lá fui. Deu-me os parabéns, dizendo que eu era uma "linda menina"!!!  Gosto muito dela, é uma médica à moda antiga, escreve tudo à mão ( deve ter escrito o meu nome em mais de dez papeis diferentes), não usa computadores, mas aponta tudo desde o primeiro dia em que a consultei por causa da gravidez do meu filho mais novo. Sabe tudo acerca de mim e da minha família, elogiando sempre o meu Pai, que conheceu e o meu sogro com quem andou na faculdade. Fico feliz pois orgulho-me dos meus antepassados...

Esta cidade tem recantos mesmo encantadores... o USA TODAY escolheu-a como a mais romântica da Europa!!
prédio Rua Sá da Bandeira

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Best of Boats

Já falei aqui de vários grupos do Facebook dedicados à fotografia artística a que me orgulho de pertencer. Todos os dias faço uma escolha de fotos que possam ser incluídas nessas categorias e dá-me uma enorme prazer colocá-las no meio de muitas outras fabulosas, que me inspiram a fazer mais e melhor.
sudoeste algarvio
Afurada

Douro




Há tempos descobri este grupo, The Best of Boats, que se centra nos barcos e no mar, temas que me são muito queridos, como já deu para perceber.
Ribeira

Na Foz, no Algarve, nos Açores, no Douro, na Afurada, tirei sempre fotos de barcos. Até em S. Francisco!

Vão aqui algumas das mais coloridas.


Douro - cruzeiros



Foz






terça-feira, 11 de agosto de 2015

Parece outono



Cinzentão, o Porto amanheceu depois duma noite de nevoeiro digno duma cidade britânica nos tempos de Sherlock Holmes ou do Jack the Ripper.

Gosto desta sensação de verão acabado, embora este ano ainda não tenha gozado do sol em pleno, a não ser em Junho. Para quem está na praia aqui no Norte, este verão não contradisse a lenda....nevoeiro pela manhã, sol até às 5 , nevoeiro ao fim da tardee durante a noite. Pouca nortada.

Esta foto, que não é minha, mostra bem o que acontece aqui na cidade Invicta.



Hoje vou à Baixa. Preciso comprar umas coisas na retrosaria e uma capa para o meu i'pad, que está desfeita. Na altura não quis comprar uma cara e o resultado foi desastroso.

Vou de autocarro e venho de metro. Gosto desta sensação de vida, embora os ossos me doam e não esteja nada melhor. Não consigo ficar parada.

Até logo!

domingo, 9 de agosto de 2015

Adeus, Ofir, até mais logo



Viémo-nos embora hoje e já estou em casa, onde está fresco, apesar da canícula que se faz sentir lá fora. Ainda aproveitei a manhã para dar uns mergulhos na piscina, lamentando o sol ter vindo só hoje e não nos dias anteriores...

Sabe bem chegar a casa, ter tudo arrumado, as nossas coisas no seu lugar, aquelas que nos são mesmo imprescindíveis e que sugerem pertença.

                                    O meu neto abalou para casa dos pais e vai-me fazer falta...


         O que vale é que planeei voltar ao hotel a 24 e já sei que desta vez vou ter o quarto que amo, com vista para o mar e para o jardim. Foi pena termos ficado do lado norte, pois é mais frio e ventoso, embora se visse o mar e as lojinhas pitorescas, cheias de artigos de praia.





                           É bom estar vivo....e o mar do norte é o mar do norte!!!Sempre agreste, tempestivo e sedutor, ainda que não nos dê confiança...




Oceano Nox

Junto do mar, que erguia gravemente 
A trágica voz rouca, enquanto o vento 
Passava como o vôo do pensamento 
Que busca e hesita, inquieto e intermitente, 

Junto do mar sentei-me tristemente, 
Olhando o céu pesado e nevoento, 
E interroguei, cismando, esse lamento 
Que saía das coisas, vagamente... 

Que inquieto desejo vos tortura, 
Seres elementares, força obscura? 
Em volta de que idéia gravitais? 

Mas na imensa extensão, onde se esconde 
O Inconsciente imortal, só me responde 
Um bramido, um queixume, e nada mais... 

Antero de Quental, in "Sonetos" 

sábado, 8 de agosto de 2015

O vento

O vento quando sopra de norte aqui é um autêntico flagelo.

Tudo voa, tudo seca, tudo foge e nem o sol fica igual.
Dizem os metereologistas que estão 27º no ar, mas o que nós sentimos é 21º. Ando com duas camisolas de manga comprida desde que tomei um banho na piscina de manhã e mesmo assim sinto frio a entrar pelos buracos da lã.

Não admira que as lãs poveiras tenham tanto sucesso!



Ontem resolvi ir à praia que mais parecia o deserto com as areias finas a voarem em ondas pelos ares. As barracas estavam enfunadas como velas e as pessoas - poucas - recolhidas debaixo de toldos. Só os surfistas continuavam a afrontar as ondas apesar do aviso de bandeira amarela.

À noite ouvia-se o vento a uivar aqui na varanda. Pelas 11 horas parou e fiquei com esperança de que hoje estivesse um dia mais calmo. Mas não. Amanheceu com vento e continuou pela tarde fora. Tomei banho logo a seguir ao pequeno almoço, antes de hesitar e fez-me bem pois estava ensonada e acordei. Mas não consegui estar ao sol, mesmo abrigada por detrás de sebes. O meu neto também anda um pouco desanimado com a piscina, mas joga futebol e ténis com o tio, lê muito e distrai-se com a internet.

É a primeira vez que venho a Ofir e não vou à praia, ontem ainda fui até ao mar, mas o vento era demais.

Estou um pouco frustrada, mas sei que os meus estão felizes, apesar de tudo!

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Praias públicas

Felizes os portugueses que podem ir a qualquer praia sem pagar nada, a não ser a deslocação.


Ofir é uma praia popular. Dantes, quando vivi em Esposende, viam-se tricotadeiras,  sentadas debaixo dum toldo a fazer camisolas em lã poveira ou colchas de crochet.
Hoje já não se vêem, mas nota-se que é toda uma população humilde que por aqui passa. Os jovens, muito jovens, praticam desportos como o surf e o paddling com materiais emprestados pelas escolas da autarquia. As crianças correm pela praia livremente e felizes.


O meu neto anda radiante. Hoje já jogou ténis, pingue-pongue e bowling aqui no hotel, para alem do inúmeros banhos na piscina. O tempo tem estado fresquinho, mas a água é aquecida a 21º , o que a torna mais apetecível.

Os pores do sol são sempre " a não perder". Hoje vimo-lo da janela do restaurante panorâmico.

Ontem lá fora junto à  praia, enquanto os surfistas se despediam do mar. Muito belo.



terça-feira, 4 de agosto de 2015

Férias

Férias é quando um reformado quiser....e neste caso, faço-as quando calha. Amanhã por exemplo.

Parto com os meus filhos mais novos e neto mais velho para Ofir, onde já passei inúmeros dias felizes nas mais diversas épocas do ano. Parto para o mesmo hotel com a certeza de que vou apreciar todos os minutos da nossa curta estadia.


O meu neto está feliz, ele adora estar connosco sem os irmãos, com a atenção centrada nos adultos ( ele já se sente adulto !!!) e podendo fazer uma vida mais permissiva, sem escola, sem manos e com a sua tia querida.

Vou ver se desligo um pouco das notícias - estas de Calais afligem-me a sério - e se consigo gozar em pleno do mar, do pinhal, da comida boa dos restaurantes da zona, dos pores do sol magníficos que se contemplam todos os dias...

Agosto é um mês horrível, mas se estiver calor, a piscina será o meu oásis. Não posso fazer grandes esforços e tomar banho com água a 16º está fora de questão. Não quero vir pior do que vou.

Não sei se escreverei no blogue. Ultimamente, ninguém comenta....e isso desanima. A minha camara está sem zoom, mas espero tirar fotos na mesma.  :)

Até à volta!!

sábado, 1 de agosto de 2015

Agosto escalda


Não está muito calor, mas o sol é quentíssimo, a secura e e a aridez fazem-se sentir.

Ir ao Botânico nesta altura do ano é deprimente, sentimos a sede de todas estas plantas que estão à míngua de água.


Choveu há duas noites, mas não chega, as flores parecem desbotadas e com excesso de pétalas murchas.
Os agapantos já deram flor, agora inclinam-se para a terra, prostrados, com os seus bagos secos.

Os malmequeres desapareceram, as próteas nem vê-las, há alguns nenúfares, arrumadinhos por entre as folhas espalmadas e prateadas. Já se começam a ver alguns papiros, que tinham morrido por completo na altura das obras.
Andam-se metros sem ver uma flor e as folhas das árvores já estão escuras e densas como num bosque. Respira-se bem, mas fazem falta as camélias, os lírios, os narcisos, as estrelícias, que dantes enchiam por completo os canteiros.


Vá lá que junto ao busto de Sophia, as dálias parecem dançar numa festa, em tons de amarelo, rosa e vermelho, simples e dobradas, ponpons em profusão.



Sophia ia gostar...

Aqui fica um poema seu, ainda hoje verdadeiro.

Quando

Quando o meu corpo apodrecer e eu for morta 
Continuará o jardim, o céu e o mar, 
E como hoje igualmente hão-de bailar 
As quatro estações à minha porta. 

Outros em Abril passarão no pomar 
Em que eu tantas vezes passei, 
Haverá longos poentes sobre o mar, 
Outros amarão as coisas que eu amei. 

Será o mesmo brilho, a mesma festa, 
Será o mesmo jardim à minha porta, 
E os cabelos doirados da floresta, 
Como se eu não estivesse morta. 

Sophia de Mello Breyner Andresen, in 'Dia do Mar' 

domingo, 26 de julho de 2015

A Foz domingueira



Já há meses que não ia à Foz ao domingo. Em geral o meu filho está cá e passamos o dia aqui em casa a fazer zapping ou a ver futebol. Não é das coisas que mais gosto, prefiro sair, mas ele só está dois dias e aproveitamos para pôr a conversa em dia. Hoje não veio, está a acabar os processos para vir para férias. Aproveitei para arejar...


Resolvi ir à Foz com a minha filha para não perdermos os velhos hábitos. Tudo como dantes. Praia dos Ingleses cheia de povo, estrangeiro e nacional, à vontade na areia, sem toldos mas com a garantia da bandeira azul. O mar cheio de limos, exalando aquele odor característico que é o do mar,  o verdadeiro. Água transparente, mas escura.


Muitas crianças felizes dentro de água ou fora dela, brincando em pocinhas, saltitando. Mulheres em bikinis ousados, aproveitando os raios solares do fim de semana para aperfeiçoar o bronzeado.

No autocarro, os mesmos ranzinzas de sempre. Um velhote dizia ao outro: "Sabes eu agora até dou o meu lugar às raparigas jovens, não quero que elas se estraguem, coitadas! ". Ri-me para dentro.

No i'Pad leio um mail do meu filho mais velho que me deixa saudosa. Está nos EU mais uma vez, longe da família que ficou por cá. Uma vida de cão. Tenho saudades do tempo em que ele era pequeno e eu podia solucionar todos os seus problemas. Agora sinto-me tolhida, cada vez mais trôpega, sem poder acompanhar os meus filhos e netos, sem esforço.

Mas valha-nos o sol. Mesmo quando há nuvens no céu....

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Ribeira- local mágico

Ontem um chaffeur de taxi dizia-me filosoficamente: o Porto é a melhor cidade de Portugal e arredores...a que eu acrescentei : e talvez até das galáxias!! Rimo-nos consensualmente. Os elogios à cidade não ficaram por aqui. É linda, romântica, pitoresca, aconchegada, perto de tudo....os turistas adoram vir cá, a comida é excepcional...

Estava realmente uma tarde de sonho, sem nevoeiro, com uma leve nortada que na Ribeira não se sente.

A Ribeira é um local que me atrai porque é internacional, só se ouvem línguas diferentes e é tão portuguesa, simultaneamente! Cada vez está mais "in" com música ao vivo, parzinhos amorosos, crianças, velhotes, pescadores, família inteiras,  vendedores ambulantes, cores sem fim....e a ponte a unir as duas margens num abraço eterno...





















Adoro a Ribeira, adoro as ruelas medievais, os restaurantes em comboio, as mesas todas ligadas como se todos comêssemos juntos, as janelas com a roupa a secar, as pessoas nas varandinhas a espreitar, o fazedor de bolas de sabão gigantes, os empregados simpáticos, os bolinhos de bacalhau, os barcos de todos os feitios e cores, com e sem passageiros, as bandeiras, os reflexos azuis, vermelhos e dourados do rio, Gaia do outro lado, a agitação, as línguas, as máquinas fotográficas, o ar feliz das pessoas...

Deve haver poucos lugares do mundo onde haja tanta harmonia no meio da confusão...e não se paga nada, quase....