Não gosto de domingos, e ainda menos de eleições.
Nunca gostei deles, mas agora ainda menos. São dias cinzentos, em que não apetece sair à rua, as lojas estão fechadas ( embora isso não me preocupe nada), não há autocarros se não de meia em meia hora, os programas resumem-se a futebol e politica rasteira, há sonolência no ar e sinto uma certa solidão.
Poderia ir almoçar com a família, mas acho que filhos e netos devem ter o seu espaço e nunca gostei de impôr a minha presença quando não me convidam...
Ontem passei grande parte do dia com o meu filho mais novo e foi maravilhoso. Hoje estou sozinha.
Está um dia triste, uma chuva miúda, irritante, um ventinho de oeste a dizer que os chapéus de chuva vão ainda ser necessários por mais algum tempo.
Pensei em ir votar, mas não creio que o vá fazer. Pura e simplesmente estou farta da política e não acredito em ninguém, nem me apetece dar voto a ninguém. Nem sequer acho que o voto branco mereça o trabalho de sair de casa e descer a rua do Campo Alegre para a tornar a subir.....dez minutos depois.
Não devia dizer isto, mas quero que toda esta gente se lixe.
Espero que o meu neto não leia isto e não pense que sou uma cota ranzinza..
A verdade é que há quarenta anos que voto e só umas duas vezes não o fiz já nem sei por que razão.
Mas nunca estive tão deprimida em relação à política como agora.
Em geral, acreditava ou esperava algo daqueles em quem votava. Hoje não espero nada....sei que nada se modificará, que tudo será como era e se assim for até nem estamos mal....
Pode ser que se o sol vier, ainda me anime a ir até o botânico respirar a humidade e o odor das plantas repletas de gotinhas de água. Para já, só me apetece olhar lá para fora sem ver nada de nada.....
Nunca gostei deles, mas agora ainda menos. São dias cinzentos, em que não apetece sair à rua, as lojas estão fechadas ( embora isso não me preocupe nada), não há autocarros se não de meia em meia hora, os programas resumem-se a futebol e politica rasteira, há sonolência no ar e sinto uma certa solidão.
Ontem passei grande parte do dia com o meu filho mais novo e foi maravilhoso. Hoje estou sozinha.
Está um dia triste, uma chuva miúda, irritante, um ventinho de oeste a dizer que os chapéus de chuva vão ainda ser necessários por mais algum tempo.
Pensei em ir votar, mas não creio que o vá fazer. Pura e simplesmente estou farta da política e não acredito em ninguém, nem me apetece dar voto a ninguém. Nem sequer acho que o voto branco mereça o trabalho de sair de casa e descer a rua do Campo Alegre para a tornar a subir.....dez minutos depois.
Não devia dizer isto, mas quero que toda esta gente se lixe.
Espero que o meu neto não leia isto e não pense que sou uma cota ranzinza..
A verdade é que há quarenta anos que voto e só umas duas vezes não o fiz já nem sei por que razão.
Mas nunca estive tão deprimida em relação à política como agora.
Em geral, acreditava ou esperava algo daqueles em quem votava. Hoje não espero nada....sei que nada se modificará, que tudo será como era e se assim for até nem estamos mal....
Pode ser que se o sol vier, ainda me anime a ir até o botânico respirar a humidade e o odor das plantas repletas de gotinhas de água. Para já, só me apetece olhar lá para fora sem ver nada de nada.....







