domingo, 14 de maio de 2017

Pobre país



Este embandeiramento em arco pelo Benfica ( se fosse outro clube a ganhar o campeonato, deixávamos de ser progressistas e realizados?) , pela vitória no Festival da Eurovisão ( por muitos considerado até aqui um fraco exemplo da Música a sério) ou pelo fenómeno de Fátima ( explorando a crendice mais baixa e a ignorância de todo um povo no tempo da outra senhora), deixa-me um travo amargo.


A Educação, a Saúde, a Ciência, a alfabetização ainda não chegaram a todos...para não falar do emprego, da realização pessoal e solidariedade social. Acho que um país que embandeira em arco com o futebol e um festival da Canção não é senão uma triste imagem de subdesenvolvimento. 


Já a vinda do Papa tem outros contornos e muita sombra nos bastidores, que não ouso mencionar. E não me importo de ser considerada reaccionária ou pessimista ou lá o que seja, pois sempre lutei e trabalhei por um país melhor e dei o corpo ao manifesto em alturas cruciais.




Felizmente há luar....ou glosando o Luis Stau Monteiro....felizmente há o mar, esse é que é o nosso verdadeiro património civilizacional.






7 comentários:

  1. Pois é....mas com isso tudo, pode ser que não dessem conta
    de que o Sporting perdeu novamente...Ou menos isso....
    Xau

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  2. Partilho o embaraço e frustração por este modo de ser português, Virgínia. Aquela nulidade do Salvador até condecorado há de ser. Vergonha de país pequenino. De resto, é o nosso fado, os habituais FFF. Só o mar, de facto, para abrir horizontes de grandeza.

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    1. Já fui chamada de "velha do restelo" ( vivi lá 20 anos deve ser por isso!!!), de bota abaixo ou outras coisas, discuti, aborreci-me no FB e não valeu a pena. As pessoas querem à viva força que a imagem deste país viva destes fogachos medíocres, como medíocres são os que nos governam. Ainda bem que há pessoas como o Mário cujos interesses culturais estão bem acima desta pinderiquice. As sua fotos de Oxford alimentadas pela série Lewis fizeram-me uma vontade enorme de lá voltar. Bom Domingo.

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  3. Bom domingo, Virgínia. A serie Lewis ( e a Morse) são um must, quer pela aquela pronúncia e humor ingleses, quer pelos ambientes. Há em Oxford um "Morse trail", um "Lewis trail", um "Alice trail", um "Herry Potter trail"... vi quase tudo, mas confesso que a BBC embeleza as coisas, tira a sujidade e o caos, carros e (ufff!) bicicletas aos milhões; depois, turcos e asiáticos dscaracterizam com comércio feio (além de mal vestidos). Oxford, fora do quadrado histórico da Bodleian e dos colégios, está muito desleixada. Até os pisos e os passeios estreitos são maus, o surro das fachadas tem séculos (então não se limpam porquê? alguns colégios parecem novinhos em folha...). Não fiquei encantado. nem as margens do Tamisa se safam - descuidadas, com mato bravio, ciclistas a empurrar os peões para a água, gente com cães agressivos... não gostei.Uma balda, nem parece Inglaterra. Nada que se compare a Bath ou, cá estamos, Cambridge! Vamos portanto continuar no Lewis: precioso, só as capelas e bibliotecas dos colégios, a Christ Church, o Divinity Hall e deambular ou sentar nos quads, os jardins relvados onde os estudantes apanham sol e, talvez, estudam.

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  4. Respostas
    1. Em Leeds come-se bem, mas é tudo comida exótica, embora vá sempre a uma steak house maravilhosa. Fiquei triste de saber esses pormenores sobre a cidade que me parece tão linda... Cambridge é bonita, mas Oxford tem mais vida, IMHO.

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